Mulher invade casa funerária e faz vingança destemida com corpo da amante do marido

Inês de Castro, amante daquele que viria a se tornar o rei D. Pedro I de Portugal foi assassinada por ordem do rei D. Afonso IV. Ao saber disso, seu filho Pedro, mencionado acima, rebelou-se contra o pai, tomou o trono português e declarou D. Inês rainha póstuma de Portugal (segundo D. Pedro I, os dois haviam se casado secretamente). Conta a lenda que ele forçou os membros da corte a beijar a mão do cadáver.

Já o Papa Formoso, cujo pontificado ocorreu no final do Século IX, teve seu cadáver desenterrado, levado a julgamento e condenado. Como pena teve os três dedos que usava nas consagrações arrancados e o corpo atirado em um rio (posteriormente, um monge resgatou-o).

Tudo depois que um rival político foi eleito como Papa.

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Enfim, percebe-se que o destino de um cadáver depende muito do que os vivos pensam a respeito do seu dono, enquanto vivo. Um exemplo moderno desse princípio (embora, provavelmente, de menos interesse para os historiadores do que os casos precedentes) aconteceu em Tulsa, cidade do estado americano de Oklahoma. Lá, uma americana resolveu vingar-se da mulher que ela considerava amante de seu marido. Shaynna Laura Sims aproveitou a morte da rival Tabatha Lynch, que morreu de causas naturais, para pôr em ação seu plano de vingança.

Shaynna apareceu no funeral de Tabatha e disse ser uma maquiadora que prepara os corpos antes que sejam enviados para serem velados. Conseguiu assim permissão da família da falecida para ter acesso ao corpo.

Foi à casa funerária em que o corpo estava e entrou em ação: ela cortou o cabelo de Tabatha com uma tesoura, retalhou o rosto da rival, mutilou-lhe os seios e cortou parte de um dedo da falecida. Além disso, ela também afanou os sapatos da vítima, deixando-a completamente descalça, e sujou seu rosto de batom.

Ela acabou sendo pega com a mão na massa. Descoberta, Shaynna fugiu do local, mas ainda não estava satisfeita: foi à residência da morta e disse ao filho desta que trabalhava na casa de funerais e que precisava levar algumas joias e fotos da falecida para o funeral. O rapaz chamou as autoridades policiais, que flagraram Shaynna com as joias de Tabatha. A essa altura do campeonato, a mutilação do cadáver de Tabatha já estava sendo investigado – e Shaynna tornou-se a suspeita natural.

Com ela, foram encontrados tufos de cabelo, estojo de maquiagem, estilete e tesoura, suas mãos ainda estavam sujas de batom. Ela foi detida em flagrante pelos policiais. Para piorar a situação, foi informada na cadeia de que o marido havia entrado com um pedido de separação.

Segundo JuliAnn Nixon, cunhada de Tabatha, está e o marido de Shaynna eram apenas amigos que se conheceram na juventude, mantiveram por muitos anos a amizade e conversavam muito. Ela também disse que Shaynna é paranoica e não feriu Tabatha, que já havia deixado esse mundo, mas havia ferido as pessoas que amavam a falecida, que além de amigos e outros parentes, tinha quatro filhos.

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